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Vídeos em slowmotion para analisar a tua técnica desportiva

super-slowmotion

O slowmotion, em português câmara lenta, é um efeito com o qual manipulamos a velocidade de reprodução nuns quantos fotógrafas por segundo, sendo a velocidade normal de 24 (aproximadamente). Com isto procura-se criar um efeito narrativo ou emocional no espectador.

Para conseguir este efeito é necessário gravar a cena a uma velocidade superior à habitual, tentando que isto não diminua a qualidade da reprodução. O inventor desta técnica foi o austríaco James Musger, quando em 1907 apresentou este invento num projector de cinema.

Os avanços da técnica da câmara lenta durante mais de um século, fizeram com que possamos dizer que, mais que gravar um vídeo, realizamos fotografia em movimento. Inclusive, já podemos realizar gravações em câmara lenta de grande qualidade através dos nossos telemóveis. Por tudo isto, a popularidade deste formato multiplicou-se nos últimos anos.
Esta velocidade, faz-nos muitas vezes, apreciar detalhes que seriam imperceptíveis ao olho humano se a reprodução fosse standard.

A câmara lenta está presente em qualquer retransmissão desportiva de interesse

Os profissionais de televisão costumam ser os primeiros a contar com a tecnologia mais avançada nas câmaras de vídeo.

Como tal, no momento em que este efeito já se conhecia desde o cinema mudo, ao chegar à televisão e ao vídeo, começaram a fazer-se pequenos, mas constantes, avanços que fizeram com que agora, uma câmara de um telemóvel possa fazer praticamente tudo.

Mas, regressemos à televisão. Essa tecnologia mais os avanços no sector da transmissão de dados, vão fazer com que seja possível a transmissão em direto dos eventos desportivos. Rapidamente houve uma grande competência no mercado. O público televisivo gostava de desporto e houve um momento em que ganhar, por exemplo, um mundial de futebol à competência não era suficiente. As pessoas comparavam a qualidade das transmissões além dos diferentes comentadores. Era necessário chegar mais longe.

E aqui entra a câmara lenta. Primeiro para conseguir repetições de momentos determinantes do evento, como por exemplo em desportos onde o árbitro é parte do jogo, como o futebol ou o basquetbol, para analisar as decisões mais polémicas.

Mas não ficamos por aqui, em eventos de magnitude mundial pode haver um sinal que utilize de mais de 20 câmaras para a transmissão, com o qual, em reportagens editadas posteriormente, a câmara lenta serviria para apreciarmos detalhes imperceptíveis, não só para nós, mas para todos os assistentes em direto desse espetáculo. As conversas entre jogadores, as quais podemos entender quase perfeitamente, servem para ilustrar este comentário.

Também se reduziu a velocidade da própria câmara lenta no que se chamou de superslowmotion, com a qual, além de histórias se procura mostrar a beleza e a plástica do movimento eficaz do desportista. Uma imagem em superslowmotion imprescindível seria a marcação de um bom golo.

A slowmotion ao serviço do desportista

Parece que por agora esta técnica está vinculada a um espectador passivo de um acontecimento desportivo, mas não é bem assim.

O uso que damos aos vídeos em slowmotion para apreciar a beleza de uma ação técnica de mérito, podemos exportá-lo à observação de ações técnicas deficientes para analisar e corrigir defeitos biomecânicos ou erros técnicos na relação de um desportista com o desporto. Este método, inclusive, já se está a utilizar em certas empresas para melhorar a ergonomia do trabalhador por especialistas em prevenção de riscos laborais.

Muitos treinadores já utilizaram o vídeo convencional nos seus treinos seja para estudar os rivais, ou para mostrar aos desportistas os aspetos que podem melhorar.

Há 25 anos, em muitos colégios, os treinadores nem eram pagos. Isto com o passar do tempo mudou, e agora, em qualquer escola exigem um diploma e em troca há sempre uma remuneração.

Mas esta profissionalização, faz com que se tenha de dar um passo mais, sobretudo na elite e que se tenha de visualizar os gestos técnicos a uma velocidade imperceptível para a nossa vista. Também isto permite que o desportista possa ser mais consciente do que necessita de melhorar.

Analisar os movimentos em slowmotion pode ser uma arma muito útil para baixar os egos de certos desportistas com um carácter pouco autocrítico.

Este trabalho de análise, deve ser feito por treinadores preparados, que além de perceberem um defeito saibam a maneira de o corrigir. Seja trabalhando com um artefacto concreto como uma bola, ou uma pura mecanização do gesto, como a uma carência de força, que cobriríamos com um trabalho dirigido de ginásio.

Esta técnica, ao estar ao alcance de todos, faz com que qualquer amigo ou companheiro nos possa gravar, para depois analisarmos com o nosso treinador, por exemplo, porque vai a bola sempre tão alta quando chuto ou porque não controlo o meu corpo ao realizar uma paragem para encestar.

A incorrecção de um gesto técnico, biomecânico ounpostural repetido muitas vezes leva-nos a problemas físicos. Sejam dores articulares, problemas de fibras musculares ou dores nas costas. Por isso, é importante corrigir essas pequenas imperfeições o quanto antes.

A câmara lenta faz-nos melhorar no nosso desporto, uma vez que o trabalho de melhora posterior nos torna mais eficientes no uso do nosso corpo e na relação deste com o artefacto da nossa prática (caso exista). Além disso, de certeza que também recolhe imagens muito plásticas e de grande beleza das nossas melhores execuções técnicas.

Na vida, aceleramos quando nos cruzamos com alguém com quem não queremos falar mas, quando é ao contrário, caminhamos lentamente para poder desfrutar. A câmara lenta é a velocidade dos sentimentos.

Virgin Active
#AlwaysDiscovering

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