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Running: estratégias de corrida

runner

As corridas dentro do mundo do running costumam sempre referir-se a provas de fundo, desde os 3000 m, até às que ultrapassam os 100 km. Não nos esqueçamos também que em cada competiçõe a superfície pode variar e os desníveis também. Tudo isto requer um treino certamente diferente para as preparar. 

Eu estabeleceria como primeira grande diferença a distância no terreno. Separaria as corridas sobre asfalto ou terra das corridas de montanha, que ultimamente estão muito na moda. As estratégias para correr são totalmente diferentes para cada uma delas. 

No asfalto manda o cronómetro. Lutamos por manter umas referências adequadas ao nosso treino e modificamos a nossa marcha em função das previsões de tempo final. Na montanha cada corrida, cada quilómetro é diferente, já que são desníveis muito variados. Além disso, nesta superfície temos de passar por zonas complicadas. Também a meteorologia tem um peso importante que juntaremos ao da nossa mochila, desnecessária nas provas de asfalto. Os treinos serão diferentes, ainda que o tema não seja esse.

O seguinte que determina a estratégia é a distância. Aqui falaremos mais do asfalto como referência.

O principal é focar-mo-nos num objetivo e realizar o treino adequado para ele. Se ao treinar nos encontramos demasiado bem ou demasiado mal reformularemos essa intenção de marca final. 

Conhecer o que o nosso corpo pode fazer num bom rendimento é o mais importante na altura para que a nossa estratégia de corrida nos saia bem, já que se não conhecemos bem o nosso corpo, a estratégia não surtirá o efeito desejado, seja por esgotamento ou porque chegaremos demasiado cedo.

Dentro das distintas possibilidades na altura de eleger a nossa estratégia na competição, também há um fator que se deveria ter em conta: não correr sozinho. Ao correr em grupo o desgaste é menor, e em situação de fadiga custa menos. Isto na parte mental. No terreno físico a responsabilidade de puxar não recai sobre uma só pessoa, com o qual evitaremos esse desgaste, ainda que seremos solidários se vemos que as pessoas se revezam. Isto não são os Jogos Olímpicos. O pelotão também nos resguarda do vento lateral ou contrário, porque supõe uma grande ajuda para que não se arruine a tua marca. 

Agora em provas de grande envergadura saem lebres a cada 5, 10 ou 15 minutos dependendo da distância e da planificação da prova. Nem sempre se consegue alcançar o êxito seguindo as lebres. 

Para alguém que está a fazer em 47 minutos uma corrida de 10 km e a sua melhor marca é 48,30, seria má ideia sair tanto com a lebre de 50 como com a de 45. No primeiro quilómetro tratará de manter-se equidistante aos dois que transportam os balões e dessa forma ir aproximando-se ao ritmo que lhe convenha. Sair com a de 45 poderia custar-lhe um desfalecimento, e com a de 50 teria uma sensação de excessiva comodidade. Na parte final, e sobretudo quando já acumulamos anos, aumentar muito o ritmo torna-se uma tarefa muito custosa. 

Poderíamos definir a nossa estratégia em função das mudanças do relevo. Aqui, mais que a tática de ritmos seria a técnica. O recomendável é dar passados um pouco mais curtas e com um pouco mais de frequência nas subidas, e passados largas oxigenando a musculatura nas descidas. 

Vamos abordar agora as diferentes estratégias em duração do ritmo

Há quatro grandes estratégias de corrida na nossa opinião: 

Mudanças de ritmo

É uma estratégia para atletas experientes com um certo nível que competem contra outros. Realmente o runner compete para a sua satisfação pessoal e como muito para melhorar uma marca. Fazer um tramo a um ritmo distinto que o anterior só generará uma maior fatiga muscular e de cardio, o que arruinará os seus objetivos. 

Arriscar na saída 

Podemos ter um companheiro ou uma lebre que seja um pouco melhor que nós e decidimos sair a um ritmo superior às nossas previsões para ver se conseguimos melhorar. Se utilizas esta técnica deves ser muito duro mentalmente, já que o nível de sofrimento será máximo e te acompanhará quase todo o trajeto. Poucas vezes se consegue chegar com alguém que tem melhores marcas que nós. Se chegado o momento ficas sozinho tenta manter a cabeça fria e pensar que levas um tempo ganho que deves administrar. Ainda que, repito, não é nada fácil. Um corredor com certa experiência terá alguma possibilidade mais de êxito. 

Corrida progressiva

Pensamos correr uma certa porcentagem do percurso de uma forma conservadora no que diz repeito à marca que pensamos fazer, para estar frescos mais tempo e incrementar o ritmo no tramo final para alcançar o êxito. Pode ser um incremento gradual de quilómetro a quilómetro ou como disse, acelerar a partir de um certo momento. É muito recomendável para corredores inexperientes e que quiças não saibam interpretar o resultado dos seus treinos nem das suas sensações físicas na competição. É claro, também para novatos na distância, e runners cujo único objetivo seja terminar. 

Corrida constante

É tentar ir cada quilómetro com o passo adequado da marca. Aqui devemos fazer duas exceções. 

A primeira é que temos de deixar uma margem para as mudanças de perfil. Nas subidas um quilómetro pode ser mais lento que um numa descida. 

A outra exceção já é mais pessoal. Cremos que sempre devemos valorizar que o primeiro e o último quilómetro são mais rápidos. Podemos trabalhar com 10 segundos a favor de ditos passos. 

Quando estejas em forma, este é o método pelo qual deverias apostar para conseguir a tua melhor prestação. 

Com este esquema podes abordar qualquer competição, mas o realmente importante é treinar com a cabeça e não querer encurtar prazos. É muito positivo também frequentar o ginásio para fortalecer grupos musculares que arrastem lesões ou simplesmente notemos mais débeis. 

Não te esqueças que o importante é a tua saúde e que te divirtas. O de sofrer é para o atletismo, não para o running. Não nos confundamos.

Virgin Active
#AlwaysDiscovering

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