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Blog

Performance do corpo humano

Treinador Pessoal de Virgin Active trabalhando o performace do corpo humano

Uma das definições que encontramos para movimento é: Ação de deslocar ou deslocar-se; Mudança pela qual um corpo está sucessivamente presente em diferentes pontos do espaço. 

Ora, o nosso dia-a-dia é repleto de movimento, seja quando queremos levantar algo do chão, quando caminhamos, quando queremos colocar coisas numa prateleira, quando transportamos sacos de compras, quando carregamos um filho ao colo, enfim, podíamos elaborar uma lista interminável (Correia, P, 2012)

Outra definição relevante é a de Sistema: Combinação de partes que, coordenadas, concorrem para certo fim. Um sistema pressupõe uma inter- relação das suas partes, em que o todo não é a mera soma destas. Pelo contrário, para o todo existir as suas partes não funcionam cada uma por si, interagem (Fortin, R, 2009). Dessa interação, dependendo da especificidade do sistema, surge uma determinada acção, que pode ser, no caso do corpo humano, movimento. 

Torna-se premente reflectir agora em torno do corpo humano. Não será um sistema biológico? Sem dúvida que sim. 

Assim sendo, vamos procurar conjugar todas estas definições para procurar um melhor entendimento da relação que se estabelece entre as mesmas e entre estas e a actividade física, ou de forma mais especifica, procurar que o leitor perceba as implicações práticas para o seu treino diário. 

O corpo humano é uma unidade complexa que resulta de uma imensidão de sistemas. A unidade funcional responsável pelo movimento corporal e pelo desenvolvimento da força é constituída pelo complexo sistema formado pelos grupos musculares e suas inserções osteotendinosas (osso e tendões) (Massada, L, 1989). Outro sistema a não esquecer é o de controlo, ou sistema nervoso, principal regulador de todos os sistemas (Leal, L; Martinez, D; Sieso, E, 2012)

Já vimos a definição de movimento, de sistema e contextualizamos o corpo humano à luz das definições (indissociáveis) referidas. Vamos agora mergulhar esta linha de pensamento na prática diária e estabelecer relações (algumas apenas) suscitadores de reflexões ainda mais profundas e suscitadoras de debate, vamos pensar. 

Quando vamos ao ginásio treinar, levamos connosco preconceitos construídos pela nossa prática, pelo que ouvimos e lemos, enfim, um pouco de tudo. Com a evolução da teoria do treino e do mercado do fitness foram criados diversos métodos, equipamentos, substâncias nutricionais suplementares, tudo com a sua validade, não se discute aqui, se é bom ou mau. O que se pretende apenas é despertar uma reflexão sobre as bases do treino, entendido como um processo orientado que visa melhorar a performance do corpo humano. Procuramos que o leitor reflicta sobre o corpo humano (sistema) numa perspectiva mecânica (que produz movimento). 

Tendencialmente falamos naquele exercício, naquele método, naquele equipamento. Raramente se perspectiva o processo de treino tendo em conta os movimentos que se vai realizar, ou seja, raramente se pensa no sistema corpo humano, fruto, talvez, da tendência simplificadora que a sociedade actual desenvolveu. Como refere Fortin, R, “Compreender a Complexidade encoraja-nos a sobrepor, ao nosso pensamento disciplinar e redutor, um pensamento complexo, englobante” (2009). Ora, na área do treino estas tendências também se instalaram. No entanto, na nossa perspectiva, tudo o que é complexo deve ser tratado como tal, e quando falamos do corpo humano (sistema complexo) temos que ter em conta essa premissa. Questionamos o seguinte. Quando estamos a treinar conseguimos trabalhar apenas uma articulação sem qualquer envolvimento de outras articulações? E a mente? Está desligada? E o sistema nervoso é independente? (Sena, P, 2012).

Qual a implicação prática que pretendemos transmitir ao leitor? Pensar no todo, abordando o treino com base nestes pressupostos. 

Uma forma de clarificar o que se pretende transmitir é expor os padrões de movimento do corpo humano (Chek, P in Sena, P, 2012)

1. Agachar 

2. Afundar com as pernas (lunges) 

3. Movimentos de empurrar 

4. Movimentos de puxar 

5. Curvar/inclinar 

6. Movimentos de rotação com o tronco 

7. Locomoção (caminhar, correr, “sprintar) 

Ao abordar o treino com base em padrões de movimentos como estes, teremos que aplicar forças que mobilizem os principais grupos musculares integrados num sistema, num conjunto de ossos, músculos e articulações. Por exemplo, realizar uma aula de TntFit, Global Training, Body Balance, Hidroginástica. As variáveis fundamentais não terão necessariamente que ser as repetições, as séries, as recuperações, o tipo de treino mas sim a duração e frequência de aplicação de uma força(s) como objectivo de estimular o sistema na sua globalidade e consequentemente de provocar melhorias na qualidade dos movimentos – Interação Sistema Nervoso e Sistema Musculoesquelético. Pensamos no todo, nas interações que se estabelecem e a consequência imediata é a transferência para as mais diversas actividades (Correia, P, 2012)

Assim, procurar profissionais especializados para que avaliem as necessidades de cada pessoa e prescrevam um programa de treino estruturado e pensado nessa especificidade individual é um ponto imperativo para que o processo de optimização deste sistema complexo (corpo humano) seja feito em segurança e com resultados quantificáveis. 

Em suma, pensar em mobilidade, estabilidade, controlo motor e em padrões de movimento pode ser o caminho para construir uma base sólida potenciadora da performance do corpo humano (Correia, P, 2012; Sena, P, 2012). Como refere Winkelman, N, “Se treinamos músculos, esqueceremos movimentos, mas se treinamos movimentos nunca esqueceremos músculos” (2011).

Nuno Pinho 
Fitness Manager Virgin Active Oeiras 

Referências Bibliográficas 

Correia, P, Functional Performance Training, Blog
Fortin, R, 2009 “Compreender a complexidade”
Massada, L, 1989 “Lesões musculares no desporto”
Sena, P, O músculo é a nossa força motriz, Blog
Leal, L; Martinez, D; Sieso, E “Fundamentos de la mecánica do ejercicio” Resistance Institute
Winkelman, N, 2011 “Train movements, not muscles” in Core Performance, Blog 

Comentários (2)

Cristina Costa

Enviado el

Fui conhecer o vosso espaço em Vila Nova de Gaia e achei fantástico. É de um espaço assim que São João da Madeira precisa. Os ginásios cá são pequenos, com condições fracas e estão fechados ao domingo à tarde Responder

Virgin Active Portugal

Enviado el

Olá Cristina.

Muito obrigado pelo teu comentário.

O principal objetivo da Virgin Active é oferecer o melhor serviço com a máxima qualidade, fazendo com que o exercício físico seja algo divertido e acessível para toda a gente.

Esperamos ver-te em breve...
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