Esta página web usa cookies para que possas desfrutar de uma ótima experiência de usuário e para que possamos entender como usas a web. Se consentes o uso de cookies para esta página web, continua a navegar com normalidade. Podes encontrar mais informação sobre as cookies que usamos e configurar o seu uso visitando a nossa página de configuração de cookies.

Blog

Nutrição desportiva: quando e como tomar um gel energético

recuperar

Os géis para corredores são bons aliados dos desportistas que participam em provas ou treinos de mais de uma hora de duração, mas deves saber como e quando tomá-los. Como tudo na vida, a ingestão deste tipo de suplementos tem de ser feita com cabeça, sabendo o que se pode ou não fazer. 

É óbvio que estamos a falar de complementos energéticos que só se devem tomar naqueles momentos nos quais se está a fazer um esforço físico importante e continuado, aqueles em que o organismo consome muita energia. O que não faria nenhum sentido seria tomar um destes géis antes de começar a correr, porque poderia provocar-nos uma hipoglicemia, pondo em perigo a nossa saúde. Com a hipoglicemia o corpo fica com escassas reservas de glicose.

Um chute rápido 

A função dos géis energéticos é a de ajudar o corredor a completar longas sessões de exercício sem que a integridade física se ressinta. Os géis são uma mistura de água e carboidratos desenhada para aportar ao organismo uma injeção imediata de energia no momento mais crítico, justamente quando se está a realizar um grande esforço físico; mas a sua função dura pouco tempo, razão pela qual é conveniente voltar a repor forças com o passar dos minutos e dos quilómetros. Podemos dizer que a ingestão de um desses géis é um chute imediato de energia, cujo efeito passa rápido. 

Os géis para corredores realizam uma fortíssima contribuição energética imediata ao organismo, uma espécie de chute instantâneo, mas os seus efeitos diluem-se em questão de minutos (ou quilómetros). 

Se te vais juntar aos "fanáticos" do runner que existe na nossa sociedade, deverás investigar sobre estes géis, que são elementos chave na nutrição desportiva. Mas o mais importante é saber como e quando tomá-los, porque é algo que não podemos fazer sem pensar. 

Mais de uma hora

Regra geral, os especialistas recomendam que o gel se tome quando o treino ou a prova desportiva excedam uma hora de duração. Se se trata de um exercício muito intenso, que leva a um elevado consumo energético, deveria tomar-se uma unidade a cada 30 minutos. Se o exercício é de uma intensidade média, bastará ingerir um gel a cada 45 minutos, e se a intensidade é baixa, será suficiente tomá-lo a cada 60 minutos. 

Um detalhe que também importa é a necessidade de beber água quando se produza a ingestão do gel, já que sem um elemento aquoso a digestão será mais lenta e a energia demorará muito mais em chegar ao sistema circulatório. A isto devemos somar que quando a corrida vai muito avançada e se acumula muito cansaço, o gel costuma engolir-se com muita mais dificuldade. 

Também devemos ter em conta o stress, porque quando se corre a altas velocidades, o esromago costuma ter maior dificuldade para digerir os alimentos, o que somado ao cansaço, pode ser um contratempo considerável. 

Algo que talvez não saibas é que a ingestão deste tipo de complementos também se treina, e que se torna totalmente contraproducente tomá-las pela primeira vez no dia em que se participa numa prova de longa duração é alto nível de esforço físico. 

Seria um erro enorme tomar um desses géis pela primeira vez quando, por exemplo, se está a competir numa maratona popular. Os especialistas recomendam que haja um processo de adaptação e se opte por ir tomando-os uma série de dias antes, durante os treinos físicos. Desta forma, conseguiremos que o corpo se vá acostumando ao seu consumo e nós podemos ir observando que efeitos produz no nosso organismo. Entre outras razões, porque a algumas pessoas com maior sensibilidade, pode produzir moléstias estomacais, algo que em plena corrida seria um sério contratempo. Como há géis de muitos tipos, marcas e sabores, o que procede é ir experimentando nas sessões de treinos até encontrar um que nos caia bem, que será o que devemos consumir na competição. 

A ingestão de géis energéticos também se treina; requer um processo de adaptação e, como tal, nunca deveria tomar-se pela primeira vez durante uma corrida de fundo, porque há casos em que produzem fortes dores de estômago. 

Ainda que anteriormente tenhamos dito que estes géis são uma mistura de água e carboidratos, não deixa de ser certo que neste campo está a produzir-se uma constante evolução, de maneira que já podemos encontrar géis enriquecidos com sais, fundamentalmente com sódio, um elemento químico muito importante, que expulsamos massivamente e a grande velocidade através do suor. Ainda que nem só de sódio vivem os géis, já que atualmente também existem alguns enriquecidos com potássio e magnésio. 

Força mental

Existem também géis com vitaminas, como a B1, que é determinante na altura da obtenção de energia e com cafeína porque está demonstrado que melhora o rendimento físico e atrasa o aparecimento da fatiga. Além disso, provoca um melhor funcionamento da musculatura é uma fortaleza mental maior; esta última é decisiva nas corridas de longa duração, nas quais provavelmente se passará por alguns momentos de debilidade. Se temos de dar sentido a frase "Mens sana in corpore sano", será o momento de máximo sofrimento numa corrida de longa distância. 

Outros ingredientes são alguns tipos de aminoácidos, que servem como aporte energético e favorecem o transporte de água, nutrientes e oxigénio dentro das células. 

Não nos podemos esquecer de algo que também é muito importante: a necessária responsabilidade do desportista, à qual temos de apelar constantemente para que oiça as recomendações profissionais que lhe são feitas e não tente desafiar nem as leis da física nem o seu próprio corpo. Crer que se sabe mais que todos, quando obviamente não é assim, não faz sentido.

Virgin Active
#AlwaysDiscovering

Comentários ()