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Mitos e realidades dos treinos de força

forca

O treino de força vai muito mais além de ir ao ginásio ou à zona de musculação ou peso livre levantar quilos, pois é uma especialidade que tem sentido em si mesma, como objetivo final; o que os desportistas podem utilizar como meio para atingirem o seu fim, que pode ir desde escalar uma montanha a terminar uma maratona, passando por completar uma travessia a nado ou subir uma montanha de bicicleta. Neste post vamos desvendar alguns mitos e algumas realidades sobre os treinos de força.

Mitos sobre os treinos de força

Vou engordar. Uma coisa é ganhar peso e outra é ganhar um buraco no cinto. O músculo pesa mais que a gordura e, quando fazemos treinos de força, estamos a trabalhar a nossa musculatura, que se vai fortalecendo e ganhando peso. Mas, pelo contrário, ao fazer este treino, estamos a queimar a gordura que, por dizer de alguma forma, avulta muito mais que o músculo. Depois de uns meses de trabalho de força no ginásio, o normal é que o desportista tenha ganho peso e perdido volume.

Quanto mais treine, melhor. Uma parte fundamental do treino é o descanso. Alguns autores chamam-no treino invisível. Para assimilar o treino, o músculo tem de estar descansado e, ainda que estejamos a trabalhar numa rotina que inclua músculos diferentes todos os dias, pode dar-se o caso de que uma sessão nos deixe excessivamente esgotados a não possamos assimilar o treino do dia seguinte. Como tal, planifica os teus treinos de forma a que os descansos se adaptem ao teu estado de forma. Se começas a treinar pela primeira vez, faz uma introdução paulatina e vai aumentando o volume e a intensidade, segundo vás ficando mais em forma.

O treino de força produz hipertrofia. É outro dos mitos mais conhecido. Não são poucos os que acreditam que, quando se metem num ginásio, vão sair de lá feitos uns culturistas, algo que é rotundamente falso. Para conseguir ganhar volume muscular, tens de levantar muitas toneladas, fazer muitas repetições e complementar estes hábitos com uma dieta que nos permita reduzir o volume de gordura. Além disso, deve treinar-se duma maneira determinada. Concretamente, deve fazer-se poucas repetições com muitos quilos e há muitos métodos de treino nos quais não se trabalha desta forma.

Os treinos de força são incompatíveis com as atividades aeróbicas. Rotundamente falso. De fato, numa rotina de treino no ginásio na qual faças uma sessão de pesos, quer seja do trem inferior ou superior, o habitual é que faças o aquecimento da zona a trabalhar na sala de cardio (bicicleta estática, passadeira ou elíptica). Esses 15 minutos de aquecimento na máquina estás a fazê-los em aeróbico, o qual demonstra que treinar a força é totalmente compatível com o treino aeróbico.

Realidades sobre o treino de força

Com os treinos de força queimamos mais calorias. É algo que está demonstrado. Às calorias que se queimam na própria sessão de treino, tens de somar as que continuas a queimar uma vez que tenhas terminado, já que o metabolismo continua a trabalhar e, ainda que estejas na fase de repouso ou, inclusive a dormir, continuas a queimar calorias. Essa é a razão pela qual, muitas vezes, depois dum treino muito intenso, ao dia seguinte nos levantemos com mais fome do que o normal, já que queimamos uma grande quantidade de calorias e o corpo pede-nos que as reponhamos.

É uma parte da rotina de treino de qualquer desporto. Outra verdade que cada vez mais se está a espalhar entre os treinadores, e que a estão a transladar aos seus pupilos. Podemos ver quase todos os dias, quando nos oferecem as imagens dos treinos das equipas de futebol: em muitas ocasiões, podes observar parte do trabalho de força que não tem porquê fazer-se sempre no ginásio.

A força pode trabalhar-se de muitas maneiras. Não é necessário ter um ginásio com todo o tipo de pesos e aparatos para poder trabalhar a força. De fato, nos últimos anos, estão-se a popularizar as rotinas de TRX que perseguem, precisamente, trabalhar com o peso do nosso corpo sem necessidade de usar pesos adicionais. A gama de exercícios que podes fazer é enorme e permite-te trabalhar toda a musculatura do teu corpo fazendo dominadas, flexões ou abdominais, para dar alguns exemplos. À parte do TRX, podes fazer treinos de força com as escadas, subindo montes ou correndo na praia. Os desportistas têm muitas maneiras de fazer treinos de força fora do ginásio.

Vão permitir que melhores na tua especialidade desportiva. Inclusive, um corredor de fundo e maratona, que te parecerá muito magro, faz muitas horas de treino de fundo. Um maratonista está magro, mas isso não significa que esteja débil, e sim o contrário. A maneira de trabalhar a força, para os atletas de fundo, desenvolve-se à base de pouco peso e muitas repetições. O que se persegue não é a hipertrofia, que se conseguiria trabalhando justamente ao contrário, ou seja, com muito peso e poucas repetições. Ao fazer muitas repetições, o músculo não ganha volume, mas sim, aumenta a sua força. Um músculo mais forte significa mais rendimento em qualquer especialidade desportiva.

Para concluir, vamos fazer uma alusão à especialidade do atletismo na qual, quiças, se faça mais treino de força, com a intenção de ilustrar tudo o que vimos neste post. Estamos a referir-mo-nos aos lançadores de peso.

São muito grandes, pois a maioria supera o 1,90 m de altura e os 120 kg de peso. No entanto, têm um biótipo que os faz parecerem gordos (de fato, alguns estão). Mas, debaixo da película de gordura que rodeia o seu corpo, um lançador de peso é um atleta muito musculoso e, inclusive, mais que alguns culturistas. O que ocorre é que não estão definidos e não se podem apreciar os seus músculos.

Mas um lançador de peso levanta mais do dobro do seu peso em squat e, para dar um exemplo, tem mais velocidade de reação que os velocistas. Numa corrida de 20 metros entre o campeão olímpico de 100 m e o de lançamento de peso, ganharia este último.

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