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Jogos Olímpicos: técnicas de natação

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A natação é um dos desportos mais intensos que existem. Seja na piscina ou na praia vais trabalhar todos os grupos musculares, ainda que segundo o estilo o esforço muda. Os quatro estilos são livre ou crol, bruços, costas e mariposa, cada um com as suas características e o seu treino específico. Por sorte, podes praticar natação 365 dias por ano, na praia, na piscina do ginásio ou em qualquer polidesportivo, assim que vamos conhecer um pouco melhor cada estilo. 

Estilo livre (crol)

Se olhas para trás e pensas em quando começaste a nadar, de certeza que o crol foi o estilo com que começaste. É o primeiro estilo que nos vem à cabeça quando pensamos em natação, o estilo que quase todo o mundo utiliza em praias e piscinas. É um estilo muito fácil de aprender, mas outra coisa é aprefeicoá-lo e tirar o máximo partido de cada braçada. Dão-se braçadas e pontapés, assim que é o estilo que implica mais músculos no esforço.

Durante todo o comprimento da piscina, uma parte do teu corpo deve estar sobre a superfície, exceto na saída e na viragem, quando podes mergulhar até 15 metros. O corpo deve estar sempre esticado, com a cabeça a olhar para a frente debaixo de água. Na altura de respirar deves tirar a cabeça da água de forma que acompanhe a rotação do braço. É recomendável que aprendas a respirar pelos dois lados - respiração bilateral -, ainda que toda a gente costuma ter um lado preferido. 

Bruços

Também conhecido como peito, o estilo bruços é o mais lento, o que não significa que seja o mais fácil. É a técnica mais antiga e os seus movimentos são bastante naturais; também é a mais equilibrada, já que a braçada e o pontapé dividem o impulso em 50%, mas também é verdade que se deve saber dar bem o pontapé. Aprender a técnica não é difícil em si, ainda que os principiantes podem notar por vezes moléstias nos joelhos. 

Para executar bem este estilo deves estar de barriga para baixo e mover os braços e as pernas de forma simétrica e simultânea. Os ombros e as ancas fazem um movimento ascendente e descendente que, coordenado com o movimento dos braços, te permite respirar cada vez que tiras a cabeça da água. Quando nades com este estilo deves prestar atenção a detalhes importantes, como impulsionar as mãos juntas para a frente ou manter os cotovelos sempre debaixo de água e à frente da anca (salvo na saída e nas viragens).

Mariposa

A mariposa não é mais que uma evolução dos bruços. Foi o último estilo em aparecer, pelos anos 50 do século passado, e dos quatro é o que exige uma melhor condição física, tanto de força como de coordenação. Mantém-se a posição de barriga para baixo dos bruços, mas aqui os braços realizam um movimento parecido ao mergulho dos golfinhos. Deves impulsionar-te com as pernas, sempre pegadas, para que o teu corpo se mova como um S ondulado. 

Todos estes movimentos exigem uma grande coordenação entre os músculos do trem superior e os do inferior, aconselhando-se fortalecer os abdominais para evitar dores nas costas. Só conseguindo essa coordenação te impulsionarás o suficiente fora de água para poderes respirar sem problemas. 

Seguramente o pontapé seja a parte mais complexa deste estilo. Nadando mariposa terás um gasto energético maior que no resto dos estilos, assim que em todo o momento deves ser consciente da tua capacidade e limitações. 

Costas

Na altura de praticar este estilo notarás menos restrições que nos três anteriores. Como o seu nome indica a grande particularidade das costas é a posição, já que estarás invertido, sempre de costas. De fato, é como o crol mas com a posição invertida - já se conheceu como crol de costas -, já que se bracea alternadamente enquanto se dá impulso com os pés de forma similar à que utilizas no crol. A viragem é o único momento no qual te podes colocar sobre a tua vertical. 

Se antes dizíamos que o crol é um bom estilo para iniciados neste desporto, também pode aprender-se este estilo em crianças com pouca idade. Também se recomenda nadar de costas às pessoas mais velhas ou com problemas de costas, seja devido a más posturas, dores continuas no pescoço e cervical, problemas lombares, etc. 

Conselhos para melhorar

  • Pede ajuda a especialistas, como os monitores do ginásio ou da piscina que frequentes, treinadores, clubes de natação ou triatlo, etc.
  • Dá prioridade a resolver os erros, pois é outra das chaves para melhorar tecnicamente. Todos cometemos erros, em especial ao princípio ou se nunca tivemos ninguém que nos supervisione, mas se tentas corrigir vários problemas ao mesmo tempo pode ser que acabes odiando a natação. O melhor é que te centres em corrigir os dois ou três erros mais importantes e muitos falhos associados desaparecerão com eles.
  • Há exercícios que te podem ajudar a ganhar flexibilidade nas articulações, principalmente ombros e tornozelos, essenciais para sacar o máximo rendimento a cada impulso. Se tens problemas de amplitude articular deverias fazê-los para melhorar o teu impulso.
  • Ainda que seja difícil, grava e estuda os teus vídeos. Se tens alguém que grave, perfeito, se não podes gravar tu próprio com o telemóvel enquanto nadas. Só assim entenderás a fundo os teus erros e será mais fácil corrigi-los. 

A natação e os seus estilos não têm demasiado mistério, só há que vestir o fato de banho e atirar-se à água. Logicamente não é o mesmo nadar em piscina que fazê-lo em águas abertas (praias, rios, lagos, etc.). Não te esqueças dos óculos nem da touca, obrigatório em muitas piscinas, e poderás desfrutar de um dos desportos mãos exigentes que há.

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