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Jogos Olímpicos: Ciclismo em estrada

O ciclismo em estrada é um desporto onde a velocidade e a resistência marcam o ritmo. O grau de exigência e entrega que se requer é muito elevado, igual à satisfação que se produz ao chegar à meta. Ser capaz de conhecer as tuas capacidades e medir a tua coragem é possível só numa competição, onde a velocidade elevada, a pressão do pelotão e as tuas próprias limitações serão rivais a abater.

Este desporto, derivado do ciclismo de competição, é uma disciplina que se diferencia do ciclismo em pista porque se realiza sobre o asfalto, onde os ciclistas recebem assistência contínua e existe um controlo exaustivo de todo o trajeto. As competições mais importantes de ciclismo em estrada vão desde as clássicas até as corridas por etapas, que se realizam desde a primavera até o outono, razão pela qual muitos ciclistas se transladam durante o inverno a países como Austrália ou Argentina para poder treinar. No que diz respeito à competição olímpica, este desporto esteve presente nos Jogos Olímpicos de 1896, onde a prova consistia em percorrer, ida e volta, os 87 quilómetros entre Atenas e Maratona. Mas foi nos Jogos Olímpicos de Estocolmo em 1912 que se disputaram duas provas com percurso definido.

E falar de ciclismo com percurso remonta-nos necessariamente à sua história e origens, para entender esta modalidade desportiva. Podemos dizer que a primeira competição ciclista da história se disputou em maio de 1868 nos arredores de Paris, mais concretamente no parque Saint-Cloud, onde se criou um pequeno circuito de 1200 metros e no qual participaram 7 ciclistas. O vencedor foi um britânico chamado James Moore, que competia com uma bicicleta de madeira de pinhão fixo e rodas de ferro. Nos meses posteriores começou a refinar a técnica, assim como a aumentar o número de adeptos a este desporto olímpico. Na prova de 7 de novembro de 1869 eram uma centena os que participaram num percurso de 123 quilómetros entre Paris e Rouen, onde o vencedor foi novamente o britânico James Moore.

Depois disto começaram a aparecer associações de ciclistas até finais do século XIX, como a International Cycling Association de Londres (ICA) ou a Union Cycliste Internationale (UCI), criada em Paris depois de certas divergências com a anterior e que representa o atual organismo reitor integrado pelas federações de países como França, Estados Unidos, Itália, Bélgica, Suíça e, posteriormente, Grã Bretanha. No caso das federações nacionais, a portuguesa foi criada em 1889, como a União Velocipédica Portuguesa.

Por outro lado, as provas ciclistas dividem-se em quatro grupos:

  • As clássicas ou "monumentos" que duram apenas um dia, como a de Milão-San Remo, Tour de Flandes ou Volta à Lombardia.
  • As corridas por etapas, entre as quais se encontram as chamadas grandes voltas como o Tour de França, o Giro de Itália ou a Volta a Portugal, que se prolongam durante três semanas. Aqui temos de mencionar Eddy Merckx, lenda do ciclismo que conseguiu triunfar em onze edições.
  • As corridas contrarrelógio disputadas em solitário e com saídas separadas por um minuto nas distâncias mais curtas (ou três minutos nas mais longas).
  • As contrarrelógio por equipas, uma variedade da anterior mas onde os ciclistas se agrupam por equipas com saídas em tempos determinados.

Resumindo, o ciclismo em estrada requer um treino constante, tanto ao ar livre como no ginásio, e permite manter o corpo em plena forma ao ativar todos os grupos musculares. É uma maneira saudável e agradável de exercitar tanto o corpo como a alma.

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