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Jogos olímpicos: benefícios e riscos da ginástica artística

nadia-comaneci

O conceito de ginástica está presente desde a Grécia antiga e isso faz com que seja um desporto com uma grande tradição.
A ginástica artística ou desportiva está presente nos jogos olímpicos modernos desde a primeira edição em 1896 em Atenas.

A ginástica é um desporto de grande beleza e plasticidade, mas com um alto grau de dificuldade técnica, o que faz com que seja necessária uma boa forma física, já que levamos músculos e articulações a um grande nível de tensão e impacto.

As disciplinas ou aparelhos são distintos para homens e mulheres.

As mulheres têm quatro aparelhos:

  • Trave olímpica.
  • Barras assimétricas.
  • Salto.
  • Solo.

Os homens têm seis aparelhos:

  • Barras paralelas.
  • Cavalo com arções.
  • Argolas.
  • Barra fixa.
  • Salto.
  • Solo.

No Salto, os homens têm o aparelho colocado na direção da corrida enquanto as mulheres o têm colocado perpendicularmente.

A ginástica artística nos Jogos Olímpicos modernos

Já aqui referimos que a ginástica está presente nos jogos desde 1896, mas temos de dizer que nas primeiras edições só a ginástica masculina esteve presente. As mulheres entraram na competição em 1928, casualmente, ou quiças nem tanto, quando o sufrágio universal já estava muito estendido.

Depois da segunda guerra mundial a competição ficou praticamente como a conhecemos agora. É importante também dizer que em função da disciplina que estejamos a trabalhar, a duração dos exercícios varia. Por exemplo, o Salto realiza-se em 30 segundos, contando que a primeira metade deste tempo é usada para terminar a concentração. No Solo a duração é de 90 segundos. Assim que os desportistas realizam esforços entre 30 e 90 segundos. É importante ter isto em conta quando planificam a sua preparação.

Até à segunda guerra mundial a ginástica dividia-se em duas partes: uma atlética e outra artística. Havia corridas de 100 m, saltos em altura ou, inclusive, realizavam-se subidas de cordas. Na parte artística, já haviam todos os aparelhos exceto o solo. Existia já a competição por equipas, ainda que decorria de uma forma diferente da atual.

A partir de Helsínquia 1952 desaparece da ginástica a componente atlética nos Jogos e perfilam-se as provas atuais, enquanto que as equipas são compostas por seis ginastas.

Desde aí até à atualidade poderíamos citar muitas façanhas e ginastas, e alguma decisão de juízes mais injusta ou questionável, mas há um momento que se destaca por cima de todos e que marcou uma época ao mesmo tempo que o começo do fim do sistema de pontuação clássico.

Em Montreal 1976 apareceu uma rapariga de 14 anos, romena, que não chegava ao 1,60 m e que ainda hoje é a ginasta mais famosa da história. A sua imagem é a desses Jogos disputamos há quarenta anos.

Nadia Comaneci subiu para as barras assimétricas com a ajuda do seu treinador sem pensar que, apenas dois minutos depois, entraria para a história da ginástica. Quando no marcador apareceu 1,00 ninguém sabia muito bem o que tinha acontecido. O exercícios tinha sido o melhor que se tinha visto, e a pontuação mais alta tinha sido 9,95. Os juízes rapidamente informaram que a pontuação real era 10,00. O primeiro dez da história da ginástica.

Benefícios e riscos na práctica da ginástica artística

Como todos os desportos pode ser muito benéfica quando realizada com moderação. No entanto, é uma das especialidades desportivas com mais lesões se a trabalhamos como um desporto puramente de competição.

Por sorte, o ensino deste desporto é muito mais racional que há trinta anos atrás. Já que agora abundam os grupos em colégios que trabalham um par de dias por semana, e depois organizam competições entre eles para que a moderação não implique a falta de competição. Antes, nos colégios, era uma atividade onde não haviam encontros com outros centros quase nunca. E as crianças que queriam algo mais tinham de se inscrever num centro especializado.

Isto dava azo a lesões prematuras e perfeitamente evitáveis já que muitos destes desportistas não tinham as qualidades físicas para assimilar treinos tão duros. Os ginastas internacionais já se lesionavam muito devido ao desgaste, imaginemos rapazes e raparigas com um físico mais limitado.

Trabalhada com moderação, a ginástica desenvolve muito as nossas qualidades motoras. Melhorado nosso equilíbrio, coordenação e controlo do corpo. Por outro lado, também estamos a trabalhar a força máxima e a resistência muscular. Tanto no treino como na competição há um componente aeróbico e sobretudo anaeróbico.

Mas um trabalho tão completo faz com que estas tarefas tenham de estar muito bem dirigidas. E ainda assim, muitas vezes não é suficiente. Há um índice muito grande de lesões na ginástica artística:

Podem haver lesões na coluna vertebral que desencadeiem problemas medulares. Costumam produzir-se devido a fortes sobrecargas na zona lombar. Também podem haver outros problemas no tronco.

Quedas más nas piruetas costumam provocar também torceduras e luxações nas articulações. Nós ginastas costumam ser mais frequentes nas extremidades inferiores.

Nas extremidades superiores produzem-se mais fracturas. A rádio distal a a fractura por fadiga costumam ser as mais habituais. Poderiam produzir uma dor crónica.

Seja qual for o nível da prática é bom ter bons hábitos vitais no que diz respeito à alimentação. Uma dieta correta é sempre benéfica na luta contra lesões.

Recomendamos trabalhar no ginásio aquelas articulações e grupos musculares que notemos mais débeis ou que o nosso treinador veja que não respondem eficazmente no treino. Treinar no ginásio faz-se simplesmente como complemento e trabalho genérico para ajudar ao próprio rendimento do ginasta.

Como em qualquer lesão física, no período de reabilitação um bom trabalho no ginásio, de certeza encurtará o período de recuperação.

Não te assustes, a ginástica com moderação, como já dissemos, é um desporto que pode ser muito benéfico para o desenvolvimento das crianças.

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