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IRONMAN IN AUSTRIA. História de uma explosão

Fran Carrasco, Gerente de Operações Regional na Virgin Active, participando do Homem de Ferro da Áustria

No passado 29 de junho um grupo de sócios e amigos viajámos à Áustria em busca de uma nova medalha de Ironman.

Convém nunca perder-lhe o respeito a esta prova. Muitos de nós marcámos presença com horas e horas de treino, algumas meia maratonas e dois meios Ironman. Mas amigos, isto é um desporto à parte. Não serve de muito o ritmo da tua corrida, os teus tempos nas provas de ciclismo nem as tuas braçadas intermináveis na piscina. Simplesmente não é comparável.

O dia estava espetacular. Poucas nuvens e uma temperatura muito agradável. Um dia perfeito para conseguir reduzir o meu tempo - 11 horas - , esse era o meu objetivo. Grande erro, colocar limite de tempo neste tipo de provas. A essência deste desporto é pensar apenas em terminar, em ser finisher.

7h00. Saída em massa, mais de 3000 sonhadores à procura de um espaço para poder dar as suas braçadas no majestoso lago Klagenfurt. 4 km à procura de bóias e a respeitar essa técnica de crawl que tantas vezes praticámos no CLUBE DO NADADOR. O último quilómetro fizemo-lo num dos canais que conduzem à zona de transição. O público aglomerado nas margens fez com que vivêssemos uma experiência diferente. 1h 11min. Dentro do tempo.
A nossa treinadora, Serrana, estaria orgulhosa.

Rapidamente procuro no saco azul tudo o que preciso para afrontar o meu segmento preferido. 5 géis, 3 barras de cereais e a sandwich do km 90 serão o meu menu do dia.
180 km em bicicleta ao largo do lago, procurando as montanhas austríacas e atravessando bosques densos para uma média de quase 34km/h. Um luxo para os amantes das duas rodas. 5h 23min. Dentro do tempo.

Saco vermelho, ténis, viseira e… correr. Correr, isso era o que deveria ter feito. Mas faltavam 42 km e as minhas pernas disseram que não, que hoje não seria o dia em que ia conseguir reduzir a minha marca de 11 horas. O meu Ironman. Tentei encontrar um ritmo constante durante os primeiros 8 km mas o meu trem inferior estava completamente "gripado".
Nas subidas, sentia choques nos quadriceps e de nada me valeram os mais de 15 géis que tinha preparados para conseguir a façanha do km 34, arrastando-me e pensando nas pessoas que me apoiavam inutilmente desde Alicante. 4h 40min. Quase 30 minutos mais do que queria.

Esta explosão voltou a colocar-me os pés na terra, recebendo uma lição de humildade que me ensinou, uma vez mais, que a vida é uma luta constante. Não devemos dar nada como assumido mas, tal como na vida, o Ironman dá-te novas oportunidades. Tempo final: 11h 28min. A desculpa perfeita para voltar a tentar o ano que vem.

Fran Carrasco.
Regional Operations Manager
7 x Ironman Finisher

Comentários (1)

Pedro Gomes

Enviado el

Parabéns pelo feito, é bom saber que há mais "Ironmen" a treinar no Virgin Active. Permita-me deixar apenas um conselho: não adianta comer muito se a hidratação falhar. As duas principais razões para uma "explosão" numa prova destas - endurance de longa duração - são 1) over-pacing 2) hidratação. E depois de entrar em défice, não há volta a dar.

Estive o ano passado na Austria - no ano em que estiveram 40ºC na corrida! - e bem sei que a prova é quente. Mas Klagenfurt vale mesmo a pena, é um local espetacular. Melhor (na Europa) só mesmo Frankfurt.

Votos de rápida recuperação! Responder