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Desportos ao ar livre: dicas para treinar em águas abertas

Quando pensamos em natação, o primeiro que nos vem à cabeça são as corridas na piscina, nas quais cada nadador ocupa a sua pista. No entanto, não é a única disciplina deste desporto. À natação convencional devemos juntar a natação em águas abertas, um desporto aquático que se costuma praticar em lagos ou lagoas, ou também no mar. As condições da água não têm nada que ver com as da piscina, assim que está modalidade requer um treino diferente; ainda que a técnica de natação seja a mesma que um crol convencional.

Onde treinar

Logicamente, se estás a preparar uma travessia ou a parte de natação de um triatlo, deves treinar em águas abertas e a solução mais acertada é fazê-lo no mar. Treinar no meio no qual se vai disputar a competição é a chave para triunfar, assim que procuraremos uma praia ou, se vivemos no interior, um lago no qual esteja permitido o banho. Se nos acostumamos a nadar em águas abertas aprenderemos a enfrentar mudanças de ondulação, águas frias, etc. recorda que não devemos treinar sozinhos.

Mas nem tudo será águas abertas; o trabalho de piscina também é importante, por exemplo, para melhorar aspetos técnicos. Ainda que vivas numa localidade costeira, nem sempre poderás nadar no mar (haverá dias de temporal, de vento, etc, onde treinar em águas abertas não será seguro) assim que devemos saber combinar os treinos em ambas modalidades. E não te esqueças do trabalho de ginásio, muito importante para fortalecer os grupos musculares do tronco, pernas e braços, vitais para nadar bem. O ideal é fazer circuitos de força com elásticos e com pouco peso.

Como treinar em águas abertas

Ainda que a técnica seja a mesma, o treino em águas abertas não tem nada que ver com o que podemos fazer numa piscina. Se nas piscina nadamos sozinhos na nossa pista, em águas abertas é melhor nadar acompanhados e sob supervisão. Teremos de aprender a nadar em grupo, a contornar as boias, a orientarmo-nos na água, a surfar as ondas, o material não será o mesmo… vamos ver algumas dicas de treino:

Material: o mais habitual é que se use neopreno, touca e óculos. A touca e os óculos são dois elementos imprescindíveis, devemos acostumar-me-nós a eles e no dia da competição lembra-te de levar uns óculos suplentes e comprovar que os que vais usar estão em perfeito estado. Não estreies óculos no dia da competição. Também deves experimentar o neopreno nos treinos, não podemos estreá-lo na competição. Em zonas como o pescoço ou as axilas, onde os fatos costumam roçar, podes utilizar vaselina para evitar as incómodas roçaduras.

Nadar em grupo: se vamos competir em águas abertas nadaremos em grupo, isso também se deve treinar para aprender a esquivar-nos a possíveis golpes e a sabermo-nos colocar e mover no grupo. Há duas técnicas que nos permitem aproveitar o trabalho dos outros nadadores e poupar energias. A primeira é o nadar a pés, em ciclismo seria a roda, que consiste em colocar-se justo aos pés do nadador que vai à nossa frente e aproveitar o seu rastro para avançar com menos esforço. Tenta não tocar-lhe muito, porque pode ser que os contactos contínuos sejam incómodos.

A outra técnica é a natação à cintura. Em vez de ir aos pés doutro nadador, pomo-nos em paralelo, com a cabeça à altura da sua cintura. Quanto mais próximo estivermos mais aproveitamos a onda que se gera com o seu movimento. Uma vez mais, cuidado com os toques se te aproximas demasiado. Se vais em grupos de três ou cinco nadadores podem experimentar o drafting, nadar a pés em relevos, como se fosse ciclismo, para partilhar o esforço e poupar energias enquanto avançam. O resto de nadadores não são rivais, se os aproveitas bem, podem ser bons aliados.

As boias: são a nossa referência, marcam as mudanças de direção e devemos aprender a circundá-las. Este é um dos exercícios que podemos treinar na piscina, utilizando a boia típica como referência. Há que dar uma braçada de costas e sair sempre da boia com a cabeça acima. É muito importante olhar ao entrar e sair da boia para que vejamos a seguinte referência. Os nadadores acumulam-se no interior da curva, provocando um "engarrafamento", assim que tenta passar a boia pelo exterior.

A ondulação: devemos aprender a dominar as ondas, senão estarás morto. Nada em paralelo às ondas e à corrente, como sempre nos ensinaram desde pequenos. Ainda que faças mais metros do que se nadasses contra a corrente o esforço será menor e aguentarás mais. Também deves saber nadar ao ritmo das ondas. Se tens a ondulação de frente, espera que a onda te eleve e aproveita o descanso para coordená-lo com a braçada e ganhar terreno. Se aumentas a tua braçada nas ondas acabarás sem fundo.

As series: as condições do mar mudam, assim que prepara séries e mudanças de ritmo diferentes em cada treino. Quantos mais situações domines, melhor te moverás na altura de competir. Também deves saber nadar com falta de ar (mergulho com natação, nadar com poucas respirações, etc) e aprende a manejar essas situações. Também é importante que treines a respiração por ambos os lados, ainda que como todos tenhas um lado melhor que outro. Uma vez mais, quantos mais situações domines, mais fácil será de controlar complicações em competição.

De um modo geral, estas são as chaves do treino em águas abertas. Se queres aprender esta modalidade de natação para fazer um triatlo não te esqueças de praticar a saída da água e a transição ao ciclismo. Como sempre, a chave do êxito está na perseverança e no treino, ainda que a alguns nadadores lhes custe menos a adaptarem-se às condições das águas abertas. Se te custa, não desesperes. Nadar na natureza é um dos grandes prazeres da vida.

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