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Ciclismo: treinos sem bicicleta

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O ciclismo é um desporto que tem uma série de componentes que podem dificultar a sua prática.

Um bom treino para ciclistas é normalmente logo (em duração). Além disso, seja qual for a especialidade, pratica-se sempre ao ar livre. A situação climatérica é sempre uma condicionante num desporto sem teto; e se, além disso, temos de montar-nos num aparato que nos exige equilíbrio, a influência do fator tempo multiplica-se.

Há dias que não podemos sair para a estrada ou percorrer o caminho que tínhamos previsto. Inclusive os profissionais, nas épocas mais inclementes meteorologicamente, ficam muitas vezes em casa ou realizam outro tipo de terefas substitutas desse treino sobre a bicicleta.

Evolução do treino

Como em tantas outras matérias deportivas, a metodologia científica impôs-se ao ciclismo. Este perfil de investigações foi orientado, inicialmente, para melhorar o rendimento dos profissionais; mas, como em tantos outros desportos, no final deste processo popularizou-se e agora pode ajudar os ciclistas não profissionais a melhorar.

Como já comentamos antes, as circunstâncias do meio são determinantes na altura de treinar com a bicicleta. Muitas vezes está um tempo inapropriado para praticar a atividade, seja em forma de água, vento ou neve, e podem encontrar-se soluções alternativas.

Para um ciclista não profissional também pesam as circunstâncias pessoais, já que as sessões costumam ser longas, o que muitas vezes dificulta a sua combinação com o trabalho e com a família. Para tentar resolver esta situação desenvolveu-se um modelo de treino mais curto para ajudar o ciclista não profissional.

Um tema importante é o da alimentação, o qual se tem trabalhado muito. Esta questão está medida milimetricamente em qualquer equipa de competição, ainda que não seja profissional. Tentar sermos leves, sem perder força, é o objetivo da dieta do ciclista.

O período invernal condicionava muito os treinos e por isso era necessário idealizar um plano complementar para o ciclista. Muitos fazem coincidir este período com o descanso anual recomendado e assim não têm de fazer grandes mudanças na sua metodologia. Noutros casos, o clima ou as nossas tarefas são o que nos impede de sair para pedalar.

Além da alimentação, no circuito profissional está agora a chegar-se ao máximo detalhe na análise do ciclista e da sua força de pedalada. O potenciómetro é já imprescindível para qualquer preparador físico de uma equipa. O ciclista também se apoia nele para comprovar o seu estado de forma e, com isso, elaborar uma estratégia de competição. Alguns usam-o na corrida, como Chris Froome.

Este aparato torna clara a importância da força neste desporto de pessoas leves e resistentes.

Como tal, como trabalho alternativo para a época invernal, o desenvolvimento desta qualidade tem de ser determinante. Anima-te a trabalhar com um programa para melhorar a força-resistência e a força dinâmica. Além de melhorar o estado físico geral, estas atividades incrementam a massa óssea, reduzem a pressão sanguínea e aumentam a área transversal dos tecidos musculares e conectivos. Também podem ajudar a reduzir a massa corporal e a aliviar dores lombares.

Claro que existem variáveis específicas do treino que repercutem na sua eficácia (carga, duração, intensidade e frequência) razão pela qual devemos chegar a sentir uma certa sobrecarga que, manejava com conta peso e medida, produz adaptações fisiológicas positivas para o organismo.

Tipos de exercícios

Poderíamos citar muitos exercícios de força com as pautas de intensidade e duração adequadas que seriam benéficos como complemento da atividade ciclista. Torna-se interessante, em qualquer caso, realizar tarefas específicas que estejam em relação ou reproduzam movimentos próprios da atividade ciclista que desenvolvemos.

As variáveis fundamentais sobre as quais trabalharemos serão o tipo de esforço e a velocidade de execução. Este último ponto converteu-se na chave principal do treino tanto em desportos coletivos como individuais.

Seriam recomendáveis exercícios de cadeias cinéticas fechadas. Por exemplo, agachamentos, cargadas, arrancadas e presa banca. A força aplicada a estes exercícios tem uma transferência direta da potência que necessitamos para pedalar.

Também não nos devemos esquecer de manter o cardio. Se estamos num período de descanso ativo, não é necessário fazer bicicleta estática. Para que a tua musculatura se recupere, mas ao mesmo tempo mantenha a noção e a vivência do trabalho aeróbico, podes trabalhar mais na passadeira ou na elíptica. É importante não perder demasiado a nível cardiovascular, para poder realizar sessões fortes quanto antes.

No entanto, se não tens uma planificação específica e não realizas muitas sessões semanais de treino, sim que te interessa trabalhar na bicicleta estática ou assistir a alguma aula de spinning. Completa o teu plano de treino com um trabalho de força adequado e, assim, não saíres para pedalar não te fará perder a forma.

É muito importante que te ponhas nas mãos de um treinador qualificado para que te personalize o programa mais conveniente em função das tuas características físicas, dos teus objetivos e da tua disponibilidade.

Convém aproveitar também este trabalho no ginásio para fortalecer as zonas comprometidas no ciclismo. Muito úteis podem ser também estas sessões para tratar zonas do corpo onde já tenhamos sofrido alguma lesão e que ainda nos produzem certas moléstias.

É possível que tenhamos grupos musculares com um desenvolvimento inferior ao resto, e é nestes casos que a mão de um treinador nos pode ajudar.

Com tudo o que dissemos, não há nenhuma razão de peso para que o inverno seja tempo,perdido na tua preparação ciclista. E também não tens de assumir riscos desnecessários saindo para pedalar sozinho ou em condições climatéricas muito negativas. Basta seguir um programa desenhado por um especialista na matéria e, com esse trabalho, ficarás em forma. É possível melhorar e treinar ciclismo sem ser em cima de uma bicicleta. O que não se pode é melhorar sem treinar.

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