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As algas, uma mina nutricional para desportistas

algas

Muitos estudos científicos revelam que nos lugares onde é frequente comer algas de forma regular se vive mais tempo e de uma forma mais saudável, já que as doenças comuns têm uma menor incidência nestas pessoas. 

O Japão é o país do mundo que mais algas consome por habitante. No nosso país, a incorporação das algas na nossa alimentação vai-se fazendo pouco a pouco e de forma minoritária, ainda que nos últimos anos têm uma presença maior nos nossos pratos. 

As algas são organismos vegetais, preferentemente aquáticos (água doce ou salgada), que podem ser unicelulares ou pluricelulares e que, regra geral, estão providas de clorofila. Historicamente, as algas já eram consumidas por civilizações arcaicas como os chineses, os gregos e os romanos, que as utilizavam para fazer medicamentos e cosméticos, e os astecas, que as tomavam como complexo vitamínico.

Atualmente são inúmeros os usos que damos às algas: desde a fabricação de biocombustíveis como o biodiesel, o bioetanol e o biobutanol, até à fabricação de todo o tipo de cosméticos que são muito saudáveis para a pele, cabelo e para praticamente todas as zonas do corpo, passando pela sua incorporação na alimentação onde, por exemplo, o wakame, arame e o kombu estão presentes numa infinidade de pratos. 

Existem muitas maneiras de preparar algas já que as suas possibilidades são infinitas. Podemos encontrá-la no sushi ou formando parte como acompanhamento de outros pratos. Alguns tipos de algas, podem incorporar-se em pequenas doses a paelhas ou fideuás. As sopas de algas são também muito características, tal como as saladas com uma combinação de várias algas. 

Maravilhosas para a saúde 

Apesar de se irem incorporando na nossa alimentação pouco a pouco, é obrigatório falar dos múltiplos benefícios que as algas causam no nosso organismo para conhecê-las ainda mais. Estes são os principais benefícios das algas: 

  • Provocam a estimulação da glândula da tiróide devido ao seu alto conteúdo de iodo, que é o responsável de que o nosso metabolismo funcione. Como tal, são desaconselhadas para as pessoas que sofrem de hipertitoidismo. 
  • As algas têm um componente que é a fucoidina. Está demonstrado cientificamente que este componente trava o desenvolvimento do cancro da mama e do cólon.  
  • Determinados tipos de algas estimulam a flora bacteriana e regulam as funções estomacais, já que costumam depurar e alcalinizar o sangue, com o qual se baixam os níveis de açúcar deste. Além disso, também têm um alto poder de destruição dos metais pesados que possamos ter assimilado. 
  • Têm um poder adelgacante já que dissolvem os depósitos de gordura e as mucosidades adiposas criadas pelo consumo generalizado de lácteos. 
  • Estimulam órgãos como o pâncreas e o baço, além de depurar o sistema linfático e eliminar substâncias residuais. 
  • Aportam muito cálcio (podem ter dez vezes mais cálcio que o leite) razão pela qual são boas para o cuidado e manutenção dos ossos e das articulações
  • Incidem positivamente na tensão arterial e mantêm em perfeito estado o cabelo, a pele e as unhas. 

Tudo o que aportam ao organismo 

Regra geral, as algas têm uma grande quantidade de minerais no seu interior porque são uma das espécies mais antigas. Possuem praticamente todo o catálogo de vitaminas A (incluindo os betacarotenos, que são os responsáveis da vista e do esqueleto), B (salvo a B12), C, D, E ( atrasam o envelhecimento) e K. Por outro lado, aportam uma infinidade de minerais, como já dissemos antes, devido à sua antiguidade no nosso planeta sendo estes o zinco, o magnésio, o cálcio, o iodo, o selénio, o cobre e o cobalto. 

No que diz respeito aos hidratos de carbono, temos de falar de três substâncias que aportam ao nosso organismo: 

  • O ácido algínico, que provoca saciedade no aparelho digestivo.
  • O manitol, que estimula a função do hígado e detém a subida da glucosa no sangue.
  • Os mucílagos, que evitam as irritações.

Por último, as proteínas que aportam têm menos toxicidade que as proteínas animais, cedendo também uma boa base de aminoácidos essenciais. 

As algas e o desporto

Com tantos benefícios devemos colocar a questão: são benéficas para os desportistas? A resposta é clara e contundente: a alimentação desportiva já há muito tempo que aprovou que determinadas algas façam parte da nutrição dos atletas. 

A mais famosa das algas que utilizam os desportistas é a espirulina, conhecida como "a alga dos desportistas" que é muito benéfica para os atletas porque contém muitíssimo ferro, decisivo na formação de glóbulos vermelhos que são os que transportam o oxigénio pelo nosso,organismo. Deste modo, a espirulina aporta energia, resistência e fundo no esforço físico, mas sobretudo faz aumentar a capacidade de recuperação depois do esforço e não padecer de cãibras, um dos maiores inimigos dos desportistas. 

A espirulina também tem muito magnésio, um mineral que faz baixar o risco de lesões nos ossos e nas articulações e, devido aos ácidos gordos e à interminável quantidade de vitaminas que aporta, protege o sistema cardiovascular. Também ajuda a manter a massa muscular. 

O fator digestivo também é importante para o desportista, as proteínas das algas digerem-se muito melhor que as proteínas de origem animal, como tal a digestão ema absorção dos nutrientes redundarão no estado geral do atleta. Também são muito boas para acelerar a regeneração da flora intestinal. 

Conclusão 

Demostrado fica que incorporar as algas na nossa alimentação, sejamos,desportistas ou não, e em quantidades moderadas, é muito benéfico para o nosso estado geral de saúde. Uma vez superado esse estado de incertidumbre que supõe consumir algo inédito, deve aprofundar-se o assunto e dar o passo à incorporação plena de um alimento quase tão velho como o planeta Terra.

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