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A importância de treinar as transições no triatlo

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Cada decisão conta; cada segundo, também. Tic, tac, tic, tac… O tempo escapa-se e, assim como assim, não estamos para o perder. Esta regra simples que podemos aplicar à vida real, serve-nos perfeitamente para provas desportivas deste tipo. Mais concretamente, para as transições do triatlo, onde poderás conseguir esses segundos extra que quiças ao princípio não tinhas muito em conta porque estavas mais concentrado em acabar as corridas que outra coisa. 

Uma vez superada a fase inicial de "conformo-me com chegar à meta", é muito possível que te pique o bichinho de competir e que comeces a olhar para os grandes profissionais deste desporto com outros olhos. Já tens os ansiados ténis que querias para correr, uma bicicleta personalizada e adaptada a ti e os registos na água melhoram paulatinamente. Então só te falta aperfeiçoar esses detalhes determinantes para que te superes dia a dia.  

Ainda que muitos já estejam familiarizados com o termo, as transições são as mudanças de uma disciplina a outra. Apesar de influenciarem vários elementos físicos, a sua natureza baseia-se maioritariamente na logística. Existem dois tipos de transições: 

  • Transição 1: dá-se entre a prova de natação e a de ciclismo. Saímos da água e dirigimo-nos com velocidade para a nossa bicicleta para começar a pedalar. Nas classificações denomina-se T1. 
  • Transição 2: dá-se entre a prova de ciclismo e a de corrida. Deixamos a bicicleta e começamos a correr. Esta transição é crucial, uma vez que perdemos mais tempo que na T1. Nas classificações conhece-se como T2.

Como treinar as transições 

O primeiro que deves fazer é consciencializar-te que as transições são a quarta disciplina deste desporto: ajudar-te-á a que leves mais a sério e a praticá-las como se de um "tetratlo" se tratasse. Assim como podemos determinar que cada triatleta sabe em que parte perderá ou ganhará mais tempo em comparação ao resto dos competidores, em função das suas capacidades e preparação. Ter as transições bem trabalhadas implica uma ligeira vantagem sobre aqueles que as deixaram um pouco de lado nos seus treinos.

Prepara bem os percursos para que te assegures que durante o trajeto poderás aceder a zonas nas quais possas realizar os simulacros de transições. Pode não ser muito real, uma vez que o ambiente não se parecerá ao de uma prova desportiva oficial, mas é conveniente que o faças como se fosse de verdade. Imagina que estás rodeado de rivais e, sobretudo, que não há tempo a perder. 

Estes são os pontos que deves ter em conta para uma correta execução das transições:

Reconhecimento prévio do terreno

É fundamental conhecer o percurso onde vai decorrer a prova. Informa-te dos horários, da recolha de dorsais e das zonas de transição. Estuda o terreno no qual se realizarão as ditas transições para que não te sintas como um pato perdido quando tenhas de passar à ação. 

Planifica mentalmente todos os teus movimentos (seja nas horas prévias ao evento ou no dia anterior), visualiza-os para que te sintas mais cómodo e saibas que tudo vai correr segundo o programado. Deste modo, terás a segurança necessária para combater a ansiedade causada pela tensão do momento, ainda que haja a possibilidade de que algum fator seja modificado (por causas meteorológicas, de segurança, etc).

Utiliza pontos de referência para que te situes e não te esqueças de deixar o teu kit no sítio que te corresponde para não teres surpresas inesperadas. Assegura-te que o teu material e comida estão organizados e em segurança. Rever as regras de "montar" e "desmontar" ajudar-te-á a evitar desqualificações que poderiam diminuir os teus esquemas mentais. 

Elege bem o teu equipamento

Os avanços de hoje permitem-nos dispor de "tri-fatos", equipamentos de uma só peça que vão debaixo do neoprene para nos facilitar o trabalho nas transições. Na T1 é imprescindível unir os ténis aos pedais para que os possas calçar em movimento, se bem que este exercício requer um certo treino para poder executá-lo corretamente. 

Pode ser que das primeiras vezes te choque isso de correr descalço. Mas uma vez que vejas como melhora o rendimento na transição, acabarás acostumando-te. Portanto, não te cortes na altura de praticar com ausência de calçado para que os pés acostumem. Além disso, é importante não descuidar o fortalecimento dos tornozelos e joelhos, que são as zonas mais carregadas entre passo e passo.

Cuida até ao mínimo detalhe

Mantém o dorsal visível para facilitar as tarefas da organização. Uma vez que a sua posição varia segundo a disciplina (parte inferior das costas durante a natação, parte dianteira do corpo na corrida), é conveniente utilizar um "transportadorsal". Ou seja, um cinto que nos permite rodar o dorsal de uma forma simples quando nos encontremos em plena T2.

Treinar para despir o fato de neoprene o mais rápido possível é básico para começar com um extra de confiança a prova de ciclismo. Lembra-te que as sensações são distintas quando o neoprene está seco ou molhado, assim que pratica muito e se necessário, unta o corpo com um óleo corporal ou vaselina, produtos que também te proporcionarão uma proteção extra no combate a possíveis roçaduras. 

No que diz respeito à técnica na bicicleta, devemos aprender a subir e descer da bicicleta com ela em andamento, mantê-la em linha reta enquanto nos deslocamos ao seu lado e treinar o pedalar sobre os sapatos quando ainda não os introduzimos nos pés. Estas três indicações vão ser-te muito úteis para obter uns segundos de bonificação valiosíssimos. 

Por último, mas não menos importante, é fundamental ter a mente preparada para a competição, na qual também entram as duas transições. Muitos desportistas centram-se exclusivamente na parte física, descurando por completo a componente psicológica. Visualizar o que se pretende conseguir e manter a serenidade é a chave para que o rendimento final seja de acordo com as expectativas. 

Nesta altura de certeza que já não podes esperar mais para por tudo isto em prática. Feliz treino.

Virgin Active
#AlwaysDiscovering

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